
Sim, se o prazer de alguém é matar, roubar ou estuprar, coisas horríveis em geral e etc, não vejo que outra opção essa pessoa tenha a não ser tentar ser feliz fazendo as coisas que a fazem feliz. Do ponto de vista dela, sua felicidade é legítima, como é a de todos nós.
Anti-natural e hediondo seria alguém conscientemente escolher ser infeliz, escolher não fazer as coisas que satisfazem seus prazeres. (Apesar disso, a maioria das pessoas vive exatamente assim, se sacrificando, se reprimindo, se limitando, se aprisionando, se forçando à infelicidade. Deve ser por isso que não entendem o que estou falando.)
Naturalmente, nada disso quer dizer que roubar, estuprar e matar sejam aceitáveis. Assim como a felicidade dessa pessoa hipótetica depende, digamos, de estuprar, a felicidade de qualquer mulher hipotética depende de não ser estuprada. E a sociedade, que existe justamente para impedir que seus membros tolham as liberdades uns dos outros, está do lado da mulher.
Em outras palavras, cada um tem que defender a sua felicidade. O facínora persegue sua felicidade cometendo as atrocidades que o fazem feliz - pois ele não tem outra escolha. Nós, a sociedade, perseguimos nossa felicidade (ficar vivos, não ser roubados, etc) combatendo o facínora e encarcerando-o pra sempre.
Vou repetir, pra não me encherem o saco (mas sei que vão): pessoas cuja felicidade é causar o mal às outras têm que ser perseguidas, neutralizadas e encarceradas com todo o vigor da lei. Ficou claro?
A Questão Social
Sempre tem alguém que vem me falar da questão social. São todas variações da velha objeção: "e se todos fizessem como você?", que eu já cansei de responder. É como se eu estivesse fazendo um estudo sobre a poços de petróleo e algum viesse me perguntar qual a aplicação prática disso para as artes conceituais.
Ora bolas, não sei, nem quero saber. Eu só estou dizendo como EU vivo a minha vida. Se um ou outro leitor achar bonito e quiser adaptar algumas das coisas que eu digo à SUA vida, beleza - por sua conta e risco.
LLL




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